O Papel Decisivo da HIGRA no Combate às Enchentes de 2024

O mês de maio de 2024 ficará marcado para sempre na história do Brasil como o período em que o estado do Rio Grande do Sul enfrentou o maior desastre climático de sua trajetória. A fúria das águas, que teve início em 24 de abril e atingiu seu ápice nos primeiros dias de maio, afetou 478 municípios, representando 95% do território gaúcho. Mais de 2,4 milhões de pessoas foram diretamente impactadas, com milhares de famílias desalojadas e, tragicamente, casualidades fatais. O impacto econômico foi devastador, com estimativas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apontando prejuízos na ordem de R$ 87 bilhões.
Neste cenário de caos absoluto, onde a infraestrutura tradicional de drenagem colapsou e as águas invadiram cidades inteiras, a necessidade de respostas rápidas e tecnologias resilientes tornou-se uma questão de sobrevivência. Foi exatamente nesse momento crítico que a HIGRA, uma empresa genuinamente gaúcha com 25 anos de história, demonstrou o significado da resiliência. Mais do que fornecer equipamentos, a HIGRA entregou esperança, mobilizando sua tecnologia anfíbia para drenar mais de 20 bilhões de litros de água, liderando os esforços de recuperação urbana e provando que a engenharia, quando aliada ao propósito, pode salvar cidades.
Este artigo aprofunda a atuação da HIGRA durante as enchentes de 2024, explorando como sua tecnologia anfíbia, seu profundo know-how, seu compromisso com a sustentabilidade e sua visão integrada do ciclo da água foram fundamentais para a reconstrução do Rio Grande do Sul e como esses elementos desenham o futuro da infraestrutura hídrica global.
O Colapso da Infraestrutura Tradicional e a Urgência da Inovação
A enchente de 2024 superou em magnitude a histórica cheia de 1941, que até então era a maior referência de desastre natural no estado. A força das águas sobrecarregou os sistemas de proteção contra cheias de diversas cidades da região metropolitana de Porto Alegre, como Canoas, São Leopoldo, Eldorado do Sul e Novo Hamburgo. O principal ponto de falha não foi apenas o volume de chuva, mas a vulnerabilidade das casas de bombas convencionais.

Os sistemas tradicionais de bombeamento, instalados em poços secos e dependentes de complexas obras civis, não foram projetados para operar submersos. Quando as águas ultrapassaram as cotas de segurança, essas instalações inundaram, os motores elétricos entraram em curto-circuito e as bombas pararam de funcionar exatamente quando eram mais necessárias. O colapso do sistema de drenagem agravou os alagamentos, transformando bairros densamente povoados em verdadeiros lagos.
Diante dessa falha sistêmica da infraestrutura legada, as prefeituras e autarquias de saneamento precisaram buscar alternativas de emergência que fossem não apenas potentes, mas que pudessem operar nas condições mais adversas possíveis: dentro da própria água. Foi aí que a tecnologia anfíbia da HIGRA, desenvolvida e aperfeiçoada ao longo de duas décadas e meia em São Leopoldo, provou ser a solução definitiva.
A Resposta da HIGRA: Tecnologia Anfíbia em Ação
A resposta da HIGRA à tragédia foi imediata e estruturada. A empresa mobilizou uma verdadeira força-tarefa, orquestrando 19 bombas anfíbias de alta capacidade. Esses equipamentos foram alocados nas frentes de batalha mais críticas: São Leopoldo, Canoas, Porto Alegre, Novo Hamburgo e Cachoeirinha.
A tecnologia anfíbia, grande diferencial competitivo da HIGRA, foi o divisor de águas na operação de resgate urbano. Diferente das bombas convencionais, os equipamentos anfíbios são monoblocos projetados com motores elétricos molhados. Isso significa que a própria água bombeada atua como fluido de refrigeração e lubrificação, permitindo que a bomba opere tanto em ambientes secos quanto totalmente submersa.

Em São Leopoldo, a situação era dramática. O Serviço Municipal de Água e Esgoto (SEMAE) adquiriu emergencialmente seis bombas anfíbias da HIGRA para drenar as águas que mantinham bairros inteiros, como Campina, Vicentina, Santos Dumont e Vila Brás, sob a água. A primeira bomba instalada, com peso de cerca de 6 toneladas, tinha capacidade de sucção de 3.300 litros por segundo — o equivalente a drenar três piscinas olímpicas por hora.
A agilidade de instalação foi um fator crucial. Enquanto a montagem de um sistema de bombeamento tradicional pode levar semanas e exige alinhamento preciso de eixos e fundações de concreto, as bombas anfíbias da HIGRA foram instaladas, em média, em apenas quatro horas.
“A instalação é simples e leva, em média, quatro horas. Além disso, o sistema não requer alinhamento de eixo e é capaz de operar sem lubrificantes, o que elimina o risco de contaminação ambiental.” — Alexsandro Geremia, CEO da HIGRA .
O impacto dessa agilidade foi sentido imediatamente pela população. O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, destacou a importância da ação: “Essas seis bombas vão ajudar rapidamente a amenizar o sofrimento do nosso povo. Nós nunca vivemos uma tragédia dessas, mas estamos trabalhando muito para reverter esse cenário”.
A eficiência do sistema foi tão expressiva que, após drenar as áreas mais críticas de São Leopoldo, a prefeitura, em um gesto de profunda solidariedade gaúcha, cedeu parte das bombas anfíbias da HIGRA para auxiliar os municípios vizinhos de Canoas e Porto Alegre, que ainda enfrentavam alagamentos severos.
Ao final da fase mais aguda da crise, os números atestaram a grandiosidade da operação: as 19 bombas anfíbias da HIGRA foram responsáveis por drenar mais de 20 bilhões de litros de água de volta aos leitos dos rios, um volume colossal que acelerou a secagem das cidades e permitiu o início do doloroso, mas necessário, processo de reconstrução.
25 Anos de Know-how: A Engenharia da Resiliência
A atuação impecável da HIGRA durante as enchentes de 2024 resultado de 25 anos de pesquisa, desenvolvimento e aperfeiçoamento contínuo. Fundada em São Leopoldo, a empresa sempre teve em seu DNA a busca por soluções que desafiassem o status quo da engenharia de fluidos.
Ao longo de sua trajetória, a HIGRA consolidou um profundo know-how na fabricação de equipamentos para saneamento, captação de água, tratamento de efluentes e geração de energia. A empresa evoluiu de uma fabricante de bombas para uma provedora de soluções completas (turnkey), gerenciando projetos desde a engenharia básica até a instalação e o pós-venda.
Esse acúmulo de conhecimento técnico foi o que permitiu à empresa projetar equipamentos com características únicas de resiliência. O design monobloco das bombas anfíbias, por exemplo, foi concebido não apenas para facilitar a instalação, mas para permitir a passagem de grandes detritos sem obstrução. Durante as enchentes, onde as águas arrastavam desde lixo urbano até galhos de árvores e móveis, essa característica impediu que as bombas travassem, garantindo uma operação contínua e confiável nos momentos de maior tensão.
A experiência da HIGRA em lidar com os maiores operadores de saneamento do Brasil também preparou a empresa para atender a demandas de grande escala com agilidade e precisão técnica. A enchente de 2024 foi, na prática, a prova de conceito definitiva de que a tecnologia e o know-how da HIGRA estão prontos para os cenários mais extremos que as mudanças climáticas podem impor.
Sustentabilidade e Propósito: O ESG na Linha de Frente
Para a HIGRA, a tecnologia não tem valor se não estiver alinhada à preservação do meio ambiente e ao bem-estar da sociedade. O compromisso da empresa com a sustentabilidade e os princípios ESG ficou evidente em cada detalhe da operação de resgate no Rio Grande do Sul.

Do ponto de vista ambiental, o grande diferencial das bombas anfíbias é a sua operação 100% oil free (livre de óleo). Como os motores molhados utilizam a própria água para lubrificação e refrigeração, não há a necessidade de óleos minerais ou sintéticos. Em um cenário de enchente, onde as águas já estão contaminadas por esgoto e detritos, a utilização de bombas tradicionais com risco de vazamento de óleo representaria um desastre ambiental adicional. A tecnologia da HIGRA garantiu que a drenagem fosse feita sem adicionar uma única gota de poluentes aos rios já sobrecarregados.
Além disso, a alta eficiência energética dos equipamentos HIGRA garante que o bombeamento de grandes volumes de água seja feito com o menor consumo de energia elétrica possível, reduzindo a pegada de carbono das operações de saneamento e drenagem.
No aspecto social, o impacto da HIGRA foi direto e profundo. A rápida drenagem das águas permitiu que a infraestrutura crítica das cidades, como hospitais, postos de saúde e vias de acesso, voltasse a operar. Mais do que isso, permitiu que milhares de famílias pudessem retornar aos seus lares para iniciar a limpeza e a reconstrução de suas vidas. O propósito da empresa, de tornar o futuro melhor através do presente, materializou-se na devolução da dignidade à população gaúcha.
A Visão Sistêmica: A HIGRA e o Ciclo Integral da Água
A atuação na drenagem das enchentes é apenas uma das facetas da relação da HIGRA com os recursos hídricos. A empresa possui uma visão sistêmica e integrada do Ciclo Integral da Água, compreendendo que cada etapa — da captação ao tratamento e reúso — exige tecnologias específicas, eficientes e sustentáveis.
| Etapa do Ciclo da Água | Solução Tecnológica HIGRA | Impacto e Sustentabilidade |
| Captação e Distribuição | Bombas Anfíbias e Submersas | Retirada eficiente de água bruta de rios, lagos e outas fontes para abastecimento urbano e irrigação agrícola. A tecnologia oil free protege os mananciais na origem. |
| Drenagem Urbana e Industrial | Sistemas Anfíbios Modulares | Proteção contra inundações e gestão de águas pluviais. A rápida instalação e a operação submersa garantem resiliência climática para cidades e indústrias. |
| Tratamento de Efluentes | Aeradores e Misturadores | Essenciais para a oxigenação e homogeneização de lagoas de tratamento. Garantem que a água utilizada seja purificada e devolvida à natureza em condições ideais, fechando o ciclo. |
| Geração de Energia Limpa | Turbogeradores Anfíbios (TGA) | Inovação que aproveita o fluxo e a pressão da água em tubulações e quedas para gerar energia elétrica renovável, promovendo a economia circular dentro dos sistemas de saneamento. |
Essa matriz tecnológica demonstra que a HIGRA não atua apenas na mitigação de desastres, mas na gestão proativa e inteligente da água em todas as suas fases. O CEO Alexsandro Geremia resume essa visão: “O ciclo da água só se mantém vivo quando tecnologia e responsabilidade caminham juntas”.
A integração dessas tecnologias permite que os clientes da HIGRA — sejam prefeituras, concessionárias de saneamento ou indústrias — reduzam seus custos operacionais (OPEX), aumentem a confiabilidade de seus sistemas e, acima de tudo, operem em harmonia com o meio ambiente.
O Crescimento Impulsionado pelo Propósito
O reconhecimento pela atuação e eficiente durante as enchentes de 2024 teve um reflexo direto no crescimento e na consolidação da HIGRA no mercado nacional e internacional. A empresa, que já vinha em uma trajetória ascendente, encerrou o ano de 2024 com um impressionante crescimento de 100% em relação ao ano anterior.
A visibilidade das bombas anfíbias drenando bilhões de litros de água atraiu a atenção de gestores públicos e privados de todo o país. Atualmente, prefeituras de diferentes cidaeds contam com a tecnologia HIGRA como carro-chefe de soluções de drenagem, evidenciando uma mudança de paradigma: a transição da gestão reativa de crises para o planejamento preventivo e a construção de cidades resilientes.

Para suportar esse crescimento acelerado e manter a excelência no atendimento, a HIGRA realizou investimentos estratégicos estruturais. Em novembro de 2024, a empresa adquiriu uma nova planta industrial em Caxias do Sul (RS), dedicada exclusivamente à fabricação própria de motores e geradores molhados, criando a HIGRA Motors. A unidade matriz, em São Leopoldo, passou a focar na montagem das Bombas Anfíbias e na resposta rápida a emergências. Além disso, foram criados novos braços de serviços — HIGRA Customer Service e HIGRA Service Sul — para garantir um pós-venda ágil e especializado .
A expansão geográfica também acompanhou o crescimento financeiro. A emrpesa, através da HIGRA Mining, inaugurou novas filiais estratégicas em Itajaí (SC), Nova Lima (MG) e Parauapebas (PA), aproximando-se de importantes polos industriais, de mineração e saneamento. No mercado externo, as exportações já representam 5% do faturamento, com equipamentos HIGRA operando na América Latina, Europa, Oceania e África, provando que a tecnologia gaúcha tem competitividade e relevância global.
O Futuro: Da Resposta à Prevenção
As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul deixaram cicatrizes profundas, mas também lições inestimáveis sobre a necessidade de adaptação às mudanças climáticas. A infraestrutura baseada em modelos do século XX provou-se insuficiente para os desafios do século XXI. A reconstrução do estado e a preparação de outras regiões do Brasil para eventos climáticos extremos exigem uma nova abordagem de engenharia.
Neste contexto, o papel da HIGRA transcende o fornecimento de equipamentos. A empresa atua como uma consultora estratégica para a resiliência urbana e industrial. Como alerta o CEO Alexsandro Geremia: “A atuação emergencial é importante, mas o foco deve ser na prevenção. É essencial que os municípios invistam em obras permanentes de drenagem, contenção e desassoreamento”.
A substituição de antigas casas de bombas, vulneráveis a inundações, por sistemas modulares e anfíbios é o caminho lógico e necessário para garantir a segurança das cidades. A HIGRA, com seu portfólio testado e aprovado no pior cenário possível, está na vanguarda dessa transformação.
A história da HIGRA durante as enchentes de 2024 é um testemunho da força da indústria gaúcha. É a prova de que a inovação tecnológica, quando movida por um propósito genuíno de preservação da vida e do meio ambiente, é capaz de superar as maiores adversidades. A água, que em maio de 2024 foi sinônimo de destruição, continua sendo o foco da HIGRA, mas agora sob a ótica da gestão inteligente, da sustentabilidade e da resiliência. Ao proteger o ciclo da água, a HIGRA protege o futuro.
